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Linhas de frente: os setores mais visados no campo de batalha cibernético brasileiro

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    Internology Soluções em Marketing
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

O cenário de ciberataques no Brasil revela padrões consistentes de priorização por parte dos agentes maliciosos. A distribuição das ofensivas não ocorre de forma aleatória. Criminosos direcionam seus esforços a setores que combinam alta criticidade operacional, grande volume de dados sensíveis e elevada probabilidade de impacto financeiro ou interrupção de serviços essenciais.


Indústria e manufatura concentram atualmente a maior parcela de ataques baseados em malware, representando pouco mais de vinte por cento das detecções. A digitalização industrial e a adoção de modelos associados à Indústria 4.0 ampliaram a integração entre ambientes corporativos e sistemas operacionais, criando exposições significativas quando essa convergência não é acompanhada por governança e segmentação adequadas.


trabalho em indústria

O setor financeiro permanece como alvo primário em volume de tentativas de ataque. Mesmo com maior maturidade tecnológica, a atratividade do setor está associada à monetização rápida, ao uso intensivo de canais digitais e à exploração de engenharia social baseada em dados vazados. Vazamentos e incidentes em fornecedores ampliam o risco ao longo de toda a cadeia de valor digital.


O setor de saúde apresenta um dos cenários mais críticos. Houve um crescimento expressivo dos ataques de ransomware, com elevação significativa do custo médio de violações de dados. Incidentes nesse segmento não se limitam a perdas financeiras. A indisponibilidade de sistemas clínicos e operacionais afeta diretamente a assistência ao paciente, transformando o risco cibernético em um risco à vida humana.


Casos recentes demonstram que falhas em sistemas legados, ausência de segmentação de rede e escassez de profissionais especializados ampliam a vulnerabilidade do setor. A baixa tolerância à interrupção torna organizações de saúde alvos preferenciais para extorsão digital.


O varejo e o setor governamental também figuram entre os mais impactados, seja pela exposição de dados de consumidores, seja pelo aumento no volume de incidentes registrados. Em todos os casos, o fator comum é a dependência crescente de sistemas digitais combinada a lacunas estruturais de segurança.


Compreender essas linhas de frente é fundamental para orientar a alocação de recursos, definir prioridades de proteção e alinhar segurança à realidade operacional de cada setor. Sem essa leitura, decisões de investimento tendem a ser genéricas e pouco eficazes frente a um adversário que escolhe seus alvos com precisão.


LeanBic Cibersegurança

 
 
 

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