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Setor financeiro e PMEs: a muralha tecnológica sob assédio constante em 2025

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    Internology Soluções em Marketing
  • há 5 dias
  • 2 min de leitura

O cenário de ameaças cibernéticas no Brasil em 2025 confirma uma tendência já consolidada. O setor financeiro permanece como um dos principais alvos do cibercrime, enquanto as pequenas e médias empresas assumem, cada vez mais, o papel de epicentro operacional dos ataques.


No setor financeiro, a pressão é contínua. Ataques relevantes seguem sendo reportados de forma recorrente, com milhares de tentativas semanais direcionadas a bancos e instituições de pagamento. Uma parcela expressiva das tentativas de fraude ocorre por canais móveis, refletindo a migração do comportamento do consumidor e a exploração desse vetor por agentes maliciosos.


setor bancário e financeiro

O sistema Pix ilustra bem essa dinâmica. Embora a transação em si permaneça tecnicamente robusta, o ecossistema ao redor apresenta fragilidades. Vazamentos de dados associados a chaves Pix em diferentes instituições expõem informações como nome, CPF e dados bancários. Esses dados, isoladamente, não permitem fraude direta, mas funcionam como insumo de alto valor para golpes de engenharia social sofisticados, incluindo fraudes de falso gerente e manipulação psicológica de usuários.


Esse modelo reforça que o risco não está apenas na tecnologia central, mas na soma de processos, integrações, fornecedores e práticas de segurança distribuídas ao longo do ecossistema financeiro.


Paralelamente, as pequenas e médias empresas brasileiras consolidaram-se como um dos principais alvos do cibercrime em 2025. O volume de ataques direcionados a PMEs atingiu níveis críticos, com centenas de tentativas por minuto em escala nacional. A maioria dessas organizações já relatou ao menos um incidente de segurança, evidenciando um cenário de exposição estrutural.


As PMEs não são apenas vítimas finais. Em muitos casos, tornam-se vetores indiretos para ataques a grandes corporações, especialmente por meio da cadeia de suprimentos digital. Credenciais comprometidas, acessos terceirizados e integrações frágeis ampliam o alcance dos ataques e reduzem o esforço necessário para atingir ambientes mais robustos.


Esse contexto demonstra que a segurança cibernética no setor financeiro e no ecossistema empresarial como um todo não pode ser tratada de forma isolada. A resiliência depende da maturidade coletiva, da gestão ativa de riscos de terceiros e da capacidade de antecipar como dados aparentemente inofensivos podem ser explorados em cadeias complexas de ataque.


Em 2025, a muralha tecnológica permanece sob assédio constante. Sustentá-la exige mais do que tecnologia. Exige governança, visibilidade, decisões estratégicas baseadas em risco real e integração efetiva entre segurança e negócio.


LeanBic Cibersegurança

 
 
 

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