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A crise de identidade digital: quando a sua marca é usada contra seus clientes

  • Foto do escritor: Internology Soluções em Marketing
    Internology Soluções em Marketing
  • 23 de jan.
  • 2 min de leitura

A identidade digital tornou-se o principal vetor de ataque no cenário cibernético atual. O crescimento de fraudes baseadas em falsificação de identidade e roubo de sessões demonstra que criminosos deixaram de atacar sistemas isoladamente para explorar diretamente a confiança entre empresas e seus clientes.


No Brasil, 63 por cento das maiores empresas não adotam políticas eficazes para impedir a falsificação de seus próprios domínios de e-mail. A ausência de uma política DMARC restritiva permite que atacantes se passem por marcas legítimas para conduzir campanhas de phishing e fraudes de comunicação em larga escala.


empresário preocupado

O impacto é imediato. Golpes baseados em phishing cresceram de forma expressiva, alimentando fraudes de Business Email Compromise, perdas financeiras diretas e danos severos à reputação corporativa. Nesse modelo, a empresa não é apenas vítima do ataque, mas também o meio pelo qual seus clientes são enganados.


Paralelamente, o Brasil ocupa a primeira posição global em vazamento de cookies de sessão, com mais de sete bilhões de credenciais de acesso expostas na dark web. Esse fenômeno marca a consolidação de uma nova fronteira de ataque. Malwares do tipo infostealer capturam cookies ativos, permitindo que invasores acessem sistemas corporativos sem necessidade de senha ou autenticação multifator.


Esses acessos são comercializados em mercados clandestinos por intermediários especializados, acelerando ataques de ransomware, extorsão digital e comprometimento de contas. O roubo de sessão contorna controles tradicionais e reduz drasticamente o tempo entre a infecção inicial e o impacto no negócio.


A combinação entre falsificação de identidade e roubo de sessões representa uma ruptura no modelo clássico de segurança baseado apenas em perímetro, senha e autenticação pontual. A identidade passa a ser o novo perímetro, e sua proteção exige monitoramento contínuo, validação de contexto e controles resistentes a phishing.


Ignorar essa crise significa aceitar que a marca pode ser explorada como arma contra os próprios clientes. Enfrentá-la exige decisões estratégicas que integrem identidade, comunicação digital e gestão de riscos ao núcleo da governança corporativa.


LeanBic Cibersegurança

 
 
 

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