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As Vulnerabilidades Estruturais Predominantes e as Portas de Entrada para o Cibercrime

  • Foto do escritor: Internology Soluções em Marketing
    Internology Soluções em Marketing
  • 23 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A compreensão das vulnerabilidades estruturais é um elemento central para qualquer estratégia eficaz de defesa cibernética. Embora as ameaças evoluam constantemente em sofisticação, a maioria dos ataques bem sucedidos continua explorando falhas recorrentes de configuração, higiene digital e comportamento humano. Essas fragilidades funcionam como verdadeiras portas de entrada para o cibercrime, viabilizando desde o roubo de credenciais até fraudes financeiras em larga escala.


Vulnerabilidades Estruturais

Entre essas vulnerabilidades, a falsificação de identidade digital, conhecida como spoofing, destaca se como um dos vetores mais críticos. O que antes era uma técnica pontual evoluiu para a base de uma epidemia de fraudes corporativas, sendo hoje o principal meio para ataques como Business Email Compromise e campanhas de phishing. A raiz do problema está, em grande parte, na baixa adoção de protocolos de autenticação de e mail como DMARC, SPF e DKIM. No Brasil, 63 por cento das empresas listadas na Forbes Global 2000 não possuem uma política DMARC restritiva, o que permite que criminosos se passem pelos canais oficiais de comunicação das organizações.


Essa falha técnica tem efeitos diretos sobre a confiança digital e o valor da marca. Na prática, qualquer atacante pode utilizar o e mail corporativo como instrumento de fraude, transformando a própria empresa em uma intermediária involuntária de golpes contra clientes e parceiros. Esse cenário contribuiu para um crescimento expressivo de 267 por cento nos ataques de phishing registrados em 2024.


Outra porta de entrada relevante está relacionada à insegurança das aplicações web, especialmente por meio do sequestro de clique, conhecido como clickjacking. Essa vulnerabilidade ocorre devido à configuração inadequada de cabeçalhos de segurança HTTP, como o X Frame Options, e permite que usuários sejam induzidos a clicar em elementos invisíveis ou disfarçados em páginas aparentemente legítimas. O resultado é a autorização involuntária de transações fraudulentas ou o vazamento de credenciais sensíveis. Não por acaso, o roubo de contas foi responsável por cerca de 60 por cento das fraudes detectadas em dispositivos móveis.


O roubo de sessão representa uma evolução ainda mais preocupante desse cenário. Tradicionalmente associado a ataques de session riding, esse vetor ganhou escala com a disseminação de malwares do tipo infostealer. Esses programas extraem cookies de sessão, senhas e tokens de autenticação diretamente dos navegadores, permitindo que atacantes assumam identidades digitais legítimas sem a necessidade de credenciais. Em um país com uso intensivo de serviços digitais, esse tipo de comprometimento amplia significativamente o impacto dos ataques.


O conjunto dessas vulnerabilidades evidencia que o principal desafio não está apenas na sofisticação das ameaças, mas na persistência de falhas estruturais básicas. Endereçar essas portas de entrada exige uma abordagem estratégica integrada, que una governança, processos, tecnologia e conscientização, posicionando a segurança cibernética como um pilar essencial da gestão de riscos do negócio.


LeanBic Cibersegurança

 
 
 

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