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Recomendações estratégicas para a resiliência organizacional

  • Foto do escritor: Internology Soluções em Marketing
    Internology Soluções em Marketing
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura

A análise dos dados demonstra que o Brasil enfrenta um cenário de risco cibernético sistêmico. Nesse contexto, uma postura exclusivamente reativa se mostra insuficiente. A resiliência organizacional exige a adoção de imperativos estratégicos proativos, que não se limitam à prevenção de ataques, mas garantem a capacidade de resposta e recuperação quando incidentes ocorrem.


As recomendações a seguir constituem uma base prática para a construção de organizações ciber resilientes, alinhadas à realidade operacional e ao ambiente regulatório atual.



Adotar a gestão de identidade como o novo perímetro de segurança


Com a disseminação de infostealers e o aumento do roubo de credenciais, a identidade consolidou-se como o principal vetor de acesso indevido. Nesse cenário, a proteção tradicional focada apenas em redes e endpoints tornou-se insuficiente.


A gestão de identidade deve ser tratada como o novo perímetro de segurança. A implementação obrigatória de autenticação multifator resistente a phishing, como modelos baseados em FIDO2, aliada ao monitoramento contínuo de credenciais expostas, torna-se essencial para reduzir o risco de comprometimento de contas corporativas.


Implementar higiene digital para proteger a marca e a comunicação


A exploração de falsificação de identidade e fraudes de comunicação, como ataques de spoofing e Business Email Compromise, exige medidas técnicas claras e bem executadas.


A configuração rigorosa de protocolos de autenticação de e-mail, como DMARC, SPF e DKIM, deve ser encarada como um controle básico de higiene digital, e não como uma iniciativa opcional. Essa ação tem impacto direto na preservação da reputação da marca, na confiança de clientes e parceiros e na redução de perdas financeiras associadas a fraudes.


Priorizar a gestão de vulnerabilidades com base em risco real


A gestão de vulnerabilidades orientada apenas por volume ou criticidade teórica tende a dispersar esforços e recursos. Organizações maduras abandonam abordagens genéricas e passam a priorizar vulnerabilidades exploradas ativamente por agentes maliciosos.


A adoção de inteligência de ameaças para identificar vulnerabilidades conhecidas e exploradas, especialmente em sistemas e aplicações expostas à internet, permite concentrar esforços onde o risco é efetivamente material, elevando a eficiência da estratégia de defesa.


Assumir a presunção de violação e fortalecer a capacidade de recuperação


A mudança de mentalidade da prevenção absoluta para a presunção de violação é um passo fundamental para a resiliência. Partir do princípio de que incidentes ocorrerão permite preparar respostas mais realistas e eficazes.


Nesse contexto, investir em backups imutáveis, segregados e testados regularmente torna-se uma das medidas mais efetivas contra ransomware. Além disso, planos de resposta a incidentes devem ser exercitados de forma recorrente, integrando aspectos técnicos, jurídicos, operacionais e de comunicação de crise.


Auditar e proteger a cadeia de suprimentos digital


Os ataques direcionados a fornecedores de tecnologia demonstram que o risco da cadeia de suprimentos é um risco direto ao negócio. A dependência de terceiros amplia a superfície de ataque e exige controles equivalentes aos adotados internamente.


Auditorias periódicas de segurança, exigências contratuais claras e avaliação contínua da postura de parceiros críticos são medidas indispensáveis para reduzir a probabilidade de propagação de incidentes por meio da cadeia de suprimentos.


A resiliência organizacional não é resultado de uma única iniciativa, mas da integração consistente entre governança, processos, tecnologia e pessoas. Construí-la exige disciplina estratégica, decisões baseadas em risco e comprometimento da liderança com a segurança como fator de continuidade e sustentabilidade do negócio.


LeanBic Cibersegurança

 
 
 

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