Recomendações Estratégicas para a Resiliência Organizacional
- Internology Soluções em Marketing
- 30 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
A análise do cenário atual demonstra que o Brasil enfrenta um risco cibernético de natureza sistêmica. Nesse contexto, uma postura puramente reativa tornou se insustentável. A resiliência organizacional exige uma abordagem estratégica e proativa, que não se limita à prevenção de ataques, mas prioriza a capacidade de resposta e recuperação diante de incidentes que, em algum momento, irão ocorrer.

Um dos principais imperativos é tratar a gestão de identidade como o novo perímetro de segurança. Com a disseminação de malwares do tipo infostealer e o roubo de credenciais como principal vetor de acesso inicial, a proteção tradicional baseada apenas em redes e endpoints já não é suficiente. A adoção de autenticação multifator resistente a phishing para acessos críticos, aliada ao monitoramento contínuo do vazamento de credenciais corporativas, torna se uma medida essencial para reduzir o risco de comprometimento de identidades.
Outro ponto crítico está na higiene digital relacionada à comunicação corporativa. Para mitigar ameaças como spoofing e fraudes de Business Email Compromise, a configuração rigorosa de protocolos de autenticação de e mail deve ser encarada como um controle indispensável. Essa é uma ação técnica de alto impacto, capaz de proteger a reputação da marca, preservar a confiança de clientes e parceiros e evitar perdas financeiras diretas.
A gestão de vulnerabilidades também precisa evoluir para uma abordagem baseada em risco real. Em vez de esforços dispersos e reativos, as equipes de segurança devem priorizar a correção de falhas que estejam sendo ativamente exploradas por criminosos, especialmente em sistemas e aplicações expostos à internet. O uso de inteligência de ameaças permite direcionar recursos de forma mais eficiente e alinhada ao impacto potencial no negócio.
Assumir a presunção de violação é outro passo fundamental para fortalecer a resiliência. A mentalidade deve migrar da expectativa de prevenção total para a preparação estruturada para incidentes. Investir em backups imutáveis e isolados, bem como testar regularmente planos de resposta a incidentes, garante que a organização esteja pronta para atuar de forma coordenada nos aspectos técnicos, jurídicos e de comunicação de crise.
Por fim, a proteção da cadeia de suprimentos digital tornou se uma prioridade estratégica. Ataques a fornecedores demonstram que a segurança de terceiros impacta diretamente a segurança da organização. Auditorias rigorosas e exigências contratuais de controles equivalentes aos internos são medidas indispensáveis para reduzir riscos herdados de parceiros críticos.
A adoção consistente dessas recomendações permite transformar a segurança cibernética em um pilar da continuidade operacional, fortalecendo a capacidade da organização de resistir, responder e se recuperar em um ambiente digital cada vez mais adverso.
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