Quantificando o impacto: o custo da insegurança cibernética
- Internology Soluções em Marketing
- 16 de jan.
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O impacto dos ciberataques ultrapassa os custos diretos de remediação técnica. Ele se manifesta por meio de perdas de produtividade, interrupções operacionais, danos à reputação da marca e sanções regulatórias. Nesse contexto, a segurança cibernética deixa de ser percebida como um custo técnico e passa a ser um fator determinante de competitividade e um pilar da continuidade operacional.
A quantificação do impacto financeiro e operacional é essencial para que líderes e gestores consigam tomar decisões conscientes sobre priorização de investimentos e gestão de riscos. No Brasil, os indicadores recentes demonstram a materialidade desse impacto de forma clara.

Os principais indicadores de impacto financeiro e operacional para o período de 2024 a 2025 evidenciam a dimensão do problema. O custo médio de uma violação de dados, considerando todos os setores, é de aproximadamente 6,75 milhões de reais por incidente. No setor de saúde, esse valor sobe para cerca de 10,46 milhões de reais por incidente, refletindo a criticidade das operações e a sensibilidade dos dados envolvidos.
O prejuízo econômico total estimado no país alcançou 2,3 trilhões de reais, o equivalente a aproximadamente 18 por cento do Produto Interno Bruto. Para pequenas e médias empresas, o impacto por incidente varia entre 100 mil reais e 6 milhões de reais, valores suficientes para comprometer a continuidade de muitos negócios. Em casos de ransomware, o tempo médio de interrupção operacional chega a cerca de 22 dias para recuperação plena.
Além das perdas financeiras diretas, a erosão da confiança do consumidor tornou-se um fator crítico. Pesquisas recentes indicam que 62 por cento dos consumidores brasileiros estariam dispostos a pagar mais por serviços de empresas que oferecem garantias robustas de segurança. Isso transforma a cibersegurança em um elemento concreto de diferenciação competitiva, e não apenas em um requisito defensivo.
No campo regulatório, a intensificação da fiscalização pela Autoridade Nacional de Proteção de Dados e a aplicação das primeiras sanções relevantes associadas à LGPD reforçam o custo legal e administrativo da não conformidade. Ignorar a segurança, nesse cenário, deixa de ser uma opção viável do ponto de vista econômico e institucional.
Diante desses dados, torna-se evidente que a gestão do risco cibernético precisa ser tratada de forma estratégica, com base em métricas, impacto mensurável e alinhamento direto aos objetivos do negócio. Quantificar o custo da insegurança não é um exercício teórico, mas um passo fundamental para garantir sobrevivência, resiliência e prosperidade no ambiente digital atual.
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