top of page

O risco cibernético como variável macroeconômica no Brasil

  • Foto do escritor: Internology Soluções em Marketing
    Internology Soluções em Marketing
  • 10 de jan.
  • 2 min de leitura

A segurança cibernética no Brasil deixou de ser um tema restrito às áreas técnicas para se consolidar como uma variável macroeconômica de primeira ordem. Em 2024, o impacto acumulado dos incidentes cibernéticos na economia nacional foi estimado em aproximadamente R$ 2,3 trilhões, valor equivalente a cerca de 18% do Produto Interno Bruto (PIB).


Esse número não representa apenas perdas diretas associadas a fraudes ou interrupções operacionais. Ele reflete custos sistêmicos que afetam produtividade, confiança, competitividade e a capacidade de crescimento sustentável das organizações.


Mapa do Brasil cibernético

A assimetria do risco na economia digital


O avanço acelerado da digitalização no Brasil impulsionou inovação, eficiência e novos modelos de negócio. Ao mesmo tempo, ampliou de forma significativa a superfície de exposição a riscos cibernéticos.


Em 2024, foram registradas cerca de 356 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos direcionadas ao país. No contexto regional, o Brasil concentrou 63% das detecções de malware na América Latina, consolidando-se como um dos principais alvos do cibercrime organizado global.


Essa concentração não é casual. Ela decorre da combinação entre:


  • Alta taxa de digitalização de serviços financeiros, públicos e corporativos;

  • Cadeias de suprimentos extensas e interconectadas;

  • Lacunas estruturais em maturidade de segurança, governança e gestão de riscos.


O resultado é um cenário assimétrico, no qual atacantes operam com escala industrial, enquanto muitas organizações ainda tratam segurança como um tema reativo ou operacional.


De risco tecnológico a risco sistêmico


Quando analisado sob a ótica macroeconômica, o risco cibernético deixa de ser um problema isolado de TI e passa a assumir características sistêmicas. Incidentes relevantes afetam simultaneamente:


  • Continuidade de operações;

  • Cadeias produtivas;

  • Sistemas financeiros;

  • Confiança de consumidores e investidores;

  • Conformidade regulatória e exposição jurídica.


Nesse contexto, a ausência de uma estratégia estruturada de cibersegurança não representa apenas um risco individual, mas um fator de fragilidade para o ecossistema econômico como um todo.


A necessidade de uma abordagem estratégica


A escala e a recorrência dos ataques evidenciam que soluções pontuais ou exclusivamente tecnológicas são insuficientes. O enfrentamento do risco cibernético exige uma abordagem integrada, baseada em:


  • Diagnóstico contínuo de riscos;

  • Avaliação de maturidade dos controles;

  • Governança clara e alinhada ao negócio;

  • Capacidade de resposta e recuperação;

  • Comunicação executiva orientada a impacto.


A segurança passa a ser um elemento de decisão estratégica, diretamente conectado à sustentabilidade, à resiliência e à capacidade de crescimento das organizações.


Considerações finais


O cenário brasileiro demonstra que o risco cibernético já opera no mesmo patamar de outras variáveis macroeconômicas tradicionais. Ignorá-lo ou tratá-lo de forma fragmentada compromete não apenas a segurança da informação, mas a própria viabilidade do negócio no médio e longo prazo.


Os próximos passos exigem uma leitura madura desse contexto, com decisões baseadas em dados, priorização consciente de riscos e integração efetiva entre segurança, governança e estratégia corporativa.


LeanBic Cibersegurança

 
 
 

Comentários


bottom of page