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O Risco Cibernético como Variável Macroeconômica no Brasil

  • Foto do escritor: Internology Soluções em Marketing
    Internology Soluções em Marketing
  • 22 de dez. de 2025
  • 2 min de leitura

A segurança cibernética deixou de ser um tema restrito ao campo técnico e passou a ocupar uma posição central na dinâmica econômica do Brasil. Em um país com alto nível de digitalização, o risco cibernético já pode ser compreendido como uma variável macroeconômica relevante, com efeitos diretos sobre produtividade, competitividade, confiança e crescimento sustentável.


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cibersegurança

Em 2024, o impacto econômico acumulado dos ataques cibernéticos no Brasil foi estimado em R$ 2,3 trilhões, valor equivalente a cerca de 18 por cento do Produto Interno Bruto. Esse dado evidencia uma dicotomia estrutural importante. De um lado, o país avança rapidamente na modernização digital, impulsionado por iniciativas como o Pix e pela ampliação de serviços digitais. De outro, essa evolução ocorre em um ambiente marcado por vulnerabilidades estruturais que expõem empresas e instituições a riscos de natureza sistêmica.


A escala da ameaça é ampla e assimétrica. Ao longo de 2024, o Brasil foi alvo de aproximadamente 356 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos. No contexto regional, o cenário é ainda mais expressivo, já que o país concentrou cerca de 63 por cento de todas as detecções de malware registradas na América Latina. Essa posição de destaque não é acidental. A combinação entre uma digitalização acelerada, que amplia significativamente a superfície de ataque, e a elevada rentabilidade dos golpes financeiros transforma o Brasil em um alvo prioritário para o cibercrime organizado, inclusive em escala global.


Mais do que eventos isolados, os incidentes cibernéticos passaram a representar um risco sistêmico para a economia. Interrupções operacionais, fraudes, vazamentos de dados e danos reputacionais afetam diretamente a capacidade das organizações de operar, inovar e crescer. Quando analisados de forma agregada, esses impactos comprometem a estabilidade econômica e a confiança no ambiente digital como um todo.


Esse cenário é sustentado por um conjunto de vulnerabilidades persistentes, que incluem lacunas em governança, gestão de riscos, processos, tecnologias e capacitação de pessoas. Compreender essas fragilidades é um passo essencial para que lideranças executivas adotem uma postura mais estratégica, proativa e orientada à redução do risco cibernético como fator crítico para a sustentabilidade dos negócios.

 
 
 

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