top of page

As vulnerabilidades estruturais predominantes: as portas de entrada para o cibercrime

  • Foto do escritor: Internology Soluções em Marketing
    Internology Soluções em Marketing
  • 12 de jan.
  • 2 min de leitura

A compreensão das vulnerabilidades fundamentais é um pilar estratégico para qualquer programa de defesa eficaz. Embora a sofisticação das ameaças evolua de forma constante, a maioria dos ataques bem-sucedidos continua explorando falhas recorrentes de configuração, higiene digital e comportamento humano.


Essas fragilidades funcionam como as principais portas de entrada para o cibercrime, permitindo desde o roubo de credenciais até fraudes financeiras em larga escala. Não se trata de falhas pontuais ou desconhecidas, mas de vulnerabilidades estruturais que persistem por ausência de governança, priorização inadequada ou baixa maturidade na gestão de riscos.


Cibercrimoso

Falsificação de identidade e a crise de confiança digital


A falsificação de identidade evoluiu de uma técnica pontual para a base de uma crise estrutural de confiança no ambiente digital. Atualmente, é o principal vetor de ataques de Business Email Compromise e campanhas de phishing direcionado.


A raiz técnica desse problema está, em grande parte, na baixa adoção de políticas rigorosas de autenticação de e-mail, como DMARC, SPF e DKIM. Estudos recentes indicam que 63 por cento das empresas brasileiras listadas na Forbes Global 2000 não possuem uma política DMARC restritiva.


Na prática, isso permite que agentes maliciosos se passem por domínios legítimos para se comunicar com clientes, parceiros e colaboradores. O impacto ultrapassa o incidente isolado e gera uma erosão progressiva da confiança digital, além de danos diretos à reputação e ao valor da marca.


Esse cenário contribuiu para um crescimento expressivo dos golpes baseados em phishing ao longo de 2024, evidenciando que o problema não é apenas técnico, mas estratégico e institucional.


Sequestro de clique e a insegurança das aplicações web


O sequestro de clique é uma vulnerabilidade na camada de aplicação, geralmente associada a configurações inadequadas de cabeçalhos de segurança HTTP, como X Frame Options. Essa técnica induz o usuário a interagir com elementos invisíveis ou disfarçados em páginas aparentemente legítimas.


Ao executar o clique, o usuário pode autorizar ações sensíveis, como transações financeiras ou concessão de permissões, sem perceber. Essa falha cria uma camada artificial de confiança e tem sido explorada de forma recorrente em fraudes digitais e no comprometimento de contas.


Em ambientes móveis, o impacto desse vetor é ainda mais relevante, tendo representado uma parcela significativa dos casos de sequestro de contas observados recentemente.


Roubo de sessão e o comprometimento da identidade digital


O roubo de sessão, historicamente associado a técnicas de session riding, ganhou escala com a disseminação de malwares do tipo infostealer. Esses códigos maliciosos são capazes de extrair diretamente dos navegadores cookies de sessão, senhas armazenadas e tokens de autenticação.


Esse modelo de ataque contorna controles tradicionais baseados apenas em credenciais, pois explora sessões já autenticadas. O resultado é o comprometimento direto da identidade digital do usuário, com impacto imediato sobre aplicações corporativas, serviços em nuvem e ambientes críticos.


Esse vetor reforça a necessidade de controles contínuos, capazes de avaliar comportamento, contexto e integridade das sessões, e não apenas o momento inicial de autenticação.


LeanBic Cibersegurança

 
 
 

Comentários


bottom of page